Criança com doença de pele é impedida de viajar em voo da Gol
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| Enfermeira relata nas redes sociais a situação constrangedora que uma família sofreu em um voo da Gol (Foto: Rede Social) |
De acordo com o relato da enfermeira, os comissários e o comandante disseram que a criança teria que desembarcar porque de acordo as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a criança apresentava uma doença de pele contagiosa, e mesmo os pais e a profissional de saúde informando que a doença não era contagiosa, a criança teve que desembarcar.
A dermatologista Jonnia Sherlock conta que a Ictiose é uma doença genética, que pode se apresentar em vários níveis, e que não é contagiosa. “A depender da expressão do gene a criança já pode nascer com alterações visíveis na pele. Existem casos mais graves e mais moderados, tudo vai depender da expressão desse gene. A pele é o órgão de defesa e como a barreira cutânea está alterada, as crianças são mais suscetíveis a infecções, variações de temperatura, mas nada que vai levar a risco de morte importante. É uma doença genética, mas não há nenhum organismo de transmissão, portanto, não é contagiosa”, afirma.
A especialista explica que há tratamentos para melhorar a condição da pele, mas que a doença não tem cura. Jonnia lembra as doenças de pele normalmente marcam muito o paciente e estigmatizam, e que a informação é o melhor caminho para combater o preconceito e situações constrangedoras.“A informação ajuda a minimizar esse tipo de estigma, de preconceito. A situação que aconteceu com a criança no aeroporto é resultado da falta de informação. Se há uma norma a ser seguida, os profissionais da companhia que já tinham tido contato com a criança já deveriam ter conversado com a família antes do embarque e evitaria o constrangimento”, ressalta.
Gol
A Gol enviou uma nota informando que a menor e sua família tiveram o embarque negado no voo G3 1503 (Aracaju – Guarulhos) porque os mesmos não portavam atestado médico informando sobre a doença da criança como é recomendado pela Agência Nacional de Aviação Civil ( Anac).
“Seguindo as regras de segurança da ANVISA, a Companhia ofereceu todo o suporte necessário, como transporte de ida e volta até um hospital local, para que a família pudesse pegar um atestado liberando a menor para viagem e esclarecendo sobre o diagnóstico da doença, deixando claro que não se tratava de uma enfermidade contagiosa”, diz a nota.
A Gol informou ainda que após todos os esclarecimentos, a família seguiu viagem para São Paulo no voo G31501 (Aracaju – Guarulhos), às 11h20 no dia 26. Na nota, a GOL esclareceu que todo passageiro com doença infectocontagiosa ou genética deve apresentar um atestado médico que especifique a ausência de risco para contágio, como é recomendado pelos órgãos regulatórios. Tal procedimento visa garantir a segurança e saúde de todos os viajantes.
Por Karla Pinheiro, Portal Infonet
Marcadores: Em Sergipe, Notícias


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