Servidores do Estado permanecerão com salários congelados em 2020
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| O anúncio foi feito durante prestação de contas do 3º quadrimestre de 2019 na Alese (Foto: Portal Infonet) |
De acordo com os dados apresentados pela Sefaz, os gastos com pagamento de servidores do Poder Executivo em 2019 ficou em 47,55% da receita, pouco menor que em 2018 que foi de R$ 47,75% de comprometimento. “Estamos acima do limite prudencial (46,55%) próximo ao limite máximo (49%), portanto, estamos proibidos de conceder reajuste ao servidor”, diz o secretário.
Para o deputado estadual Iran Barbosa (PT) falta vontade política do Governo em conceder o reajuste aos servidores que estão há sete anos com os salários congelados. “Tem havido um crescimento gradativo da arrecadação, embora aqui em Sergipe o potencial da arrecadação é muito maior, mas o Governo não investe e desmonta na máquina arrecadadora”, diz o parlamentar. “O Estado não dá reajuste ao servidor público, não negocia porque não tem vontade política. O que temos acompanhado é que o Estado tem se mantido dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que permite dialogar com o servidor púbico e não sacrificar como tem feito durante sete anos sem nenhum tipo de reajuste, sequer, a revisão geral anual que é garantida pela Constituição”, rebate.
O deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania) também criticou o anúncio feito pelo secretário em não conceder o reajuste salarial este ano e afirmou que, novamente, os servidores do Poder Executivo estão sendo penalizados, enquanto os outros poderes já aprovaram o reajuste de seus servidores.
“O que a gente sempre vem batendo: a receita do Estado só cresce, a dificuldade é o secretário explicar como está sendo utilizado esse dinheiro porque ainda temos funcionários públicos com salários atrasados, o Poder Executivo sem dar sequer a reposição da inflação, enquanto os outros poderes que estão com situação semelhante da Lei de Responsabilidade Fiscal já fizeram isso, e mais uma vez quem trabalha no Poder Executivo é penalizado”, afirma.
O líder do Governo, Zezinho Sobral (Pode), explicou que o estado de Sergipe tem plano de cargos e salários aprovados nas principais carreiras do Estado e que esses planos produzem um crescimento vegetativo na folha de pagamento. “A folha cresce, a remuneração amplia. Esse reajuste generalizado, junto com esses planos que estão sendo implementados, produzirão uma consequência, e a Secretaria da Fazenda precisa estudar essas consequências”, justifica.
Educação
O deputado estadual Iran Barbosa questionou ainda ao gestor o motivo pela qual o Estado não investe o mínimo em educação estabelecido pelo Plano Estadual de Educação que é 26% dos impostos de transferência. “Em 2018 foi investido 25,29% e em 2019 o investimento foi um pouco menor, 25,03%. A grande pergunta é: porque o Estado não cumpre o que a legislação manda?”, questiona.
Por sua vez, o secretário informou que em 2019 houve um incremento de R$ 140 milhões em investimentos em educação e 70 milhões em saúde, porém, o valor não atinge o mínimo estabelecido. “Fizemos um esforço muito grande para aumentar os investimentos nessas duas áreas, conseguimos ter um incremento”, justifica.
Reforma da Previdência
Pelos dados apresentados pela Sefaz, o Estado fechou 2019 com um deficit previdenciário de R$ 1,315 milhão, valor maior do que o apresentado em 2018 que foi de R$ 846,4 milhões. Com a Reforma da Previdência, o Governo tinha a previsão de economizar a partir de abril R$ 11 milhões por mês, mas hoje o gestor da pasta apresentou novos dados, reduzindo o valor para R$ 9,3 milhões mensais.
“Como houve um decreto federal que reduziu a contribuição dos militares para 9,5% e houve o reajuste do piso nacional dos professores ativos e inativos em 12.84%, teremos aumento na despesa de R$ 5,9 milhões e perda na receita, com isso, haverá redução na economia projetada de R$ 11 milhões para R$ 9,3 milhões”, confirma.
Por Karla Pinheiro
Marcadores: Em Sergipe, Notícias


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