Desembargador determina suspensão da greve dos professores
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| (Foto: Sintese) |
Na ação, o governo do Estado justificou que o Sintese não deixou claro – no ofício comunicando o movimento paredista – qual o percentual de servidores que iriam assegurar a manutenção do serviço em funcionamento, ainda que drasticamente reduzido. E pontuou que o Sindicato foi de encontro ao disposto no art. 3º, da Lei nº 7.783/89, a partir do momento em que, somente no ofício, solicitou a audiência para início de negociação.
O Estado também apontou que a greve deflagrada viola o direito constitucional à educação das crianças e dos
adolescentes, sustentou que desde maio todos os servidores da área da educação vem sendo imunizados contra a covid-19 e destacou a existência de um plano de retorno às aulas presenciais.
Ao determinar a suspensão do movimento grevista e o retorno imediato às atividades, o desembargador Osório de Araújo determinou a aplicação da multa no valor de R$ 40 mil/dia em caso de descumprimento. O magistrado destacou que o movimento paredista “atinge de forma inequívoca o serviço educacional” e provoca danos à toda coletividade, “principalmente os mais humildes, que em razão da pandemia estão a mais de um ano sem frequentar a escola seja de maneira presencial, seja de maneira remota, ante a ausência de equipamentos necessários para tanto, acarretando, por via de consequência evasão escolar”.
Sintese
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese) disse que os professores e professoras estão em greve contra o retorno as aulas presenciais desde o dia 10 maio e que, desde lá, eles se comprometeram a ministrar as aulas remotas, o que tem acontecido desde então. O Sintese disse também que não foi notificado da decisão.
Relembre
A Greve em Defesa da vida pede a garantia de condições necessárias para a ministração das aulas presenciais. Na época, a superlotação nas UTIs, a incerteza da vacinação e as condições sanitárias de cada escola foram os principais motivos para o início da greve.
Em assembleia realizada na última quarta-feira, 11 de agosto, os professores da rede pública municipal (com exceção a de Aracaju) e estadual, decidiram por manter a greve e o não retorno das aulas presenciais no próximo dia 17 de agosto.
Por Luana Maria e Verlane Estácio
Marcadores: Educação, Em Sergipe, Notícias


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